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Made in Índia
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 Made in Índia:
 A próxima superpotência económica
 e tecnológica

 Autor:
Ashutosh Sheshabalaya
 Páginas: 388
 ISBN: 989-615-031-1
 1ª Edição: Set/2006
 Colecção: Desafios
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Made in Índia é um menu para entender o «eco-sistema» económico, social e geopolítico da democracia mais populosa do mundo...
 

Introdução

“Um prato de salada onde as coisas se misturam”
Dizia Indira Ghandi, a ex-primeira ministra, para ilustrar a diversidade da Índia, um país que não pode ser reduzido a um ou outro cliché extremo. Made in Índia é um menu para entender o «eco-sistema» económico, social e geopolítico da democracia mais populosa do mundo, bem como as oportunidades geradas pela revolução económica iniciada em 1991. Oportunidades, mesmo ao nível pessoal – faltarão 500.000 profissionais por ano para empregos qualificados até 2010.

Quando Vasco da Gama, ao fim de um ano de viagem, avistou Calecute, em 17 de Maio de 1498, andava à procura de um tal «Prestes João das Índias», que, jamais, acharia. Mais do que o «descobrimento» de um caminho marítimo, com a chegada à Índia, os navegadores portugueses de Quinhentos deram o pontapé de saída da primeira vaga de globalização, que marcaria o declínio do Oriente e a emergência das primeiras potências ocidentais globais. Nos 450 anos que passaram de permeio, os ocidentais retiveram da Índia as especiarias, a «jóia da Coroa» britânica, a miséria chocante, o Kama Sutra (Kamasutram, aforismos sobre o desejo), o Taj Mahal, o banho no Ganges e a figura ímpar de Ghandi. A Índia ficou reduzida a um conjunto de clichés e postais ilustrados que deixaram os europeus distraídos.

Subitamente, no novo milénio, o mundo ocidental ‘redescobriu’ a Índia. Primeiro com os call-centres e os programadores baratos, depois com a implantação de centros de investigação pejados de cientistas e a emergência de Bangalore – considerado o Silicon Valley da Ásia – ou de Bollywood (o maior centro de produção cinematográfica do mundo). Ou, mais prosaicamente, como destino para uma cirurgia barata e para um pulo ao Taj Mahal ou ao paraíso turístico e gastronómico de Goa.

Mas, a globalização não tem um único sentido. Os europeus e norte-americanos aperceberam-se com algum atraso que, só no último ano e meio, as multinacionais indianas já investiram 10 mil milhões de dólares em fusões e aquisições no estrangeiro. A aquisição recente mais mediática foi a do gigante europeu Arcelor. Também noutros campos menos falados, como o militar e o geopolítico, muito há a compreender. O livro está bem recheado de informação para o leitor ajuizar.

Made in Índia, mais um livro da série sobre as economias emergentes, iniciada pelo Centro Atlântico com a publicação de Made in China (de Zhibin Gu), é uma obra de autor do próprio país, escrita com base na visão e na cultura de um insider, à semelhança do que ocorrera com o título anterior.


Índice

OS SEIS HOMENS CEGOS E O ELEFANTE

DEDICATÓRIA
 
PREFÁCIO

INTRODUÇÃO

O véu de Leviatão

8 mitos relacionados com o acordar do elefante

CAPÍTULO 1

ANUNCIADO A NOVA ECONOMIA

Mais um som de sucção gigante

Um eufemismo para designar perda de trabalho

Uma escolha difícil: outsourcingou morte!

A ‘verdadeira’ arma de destruição em massa

Alterando a forma do mundo: outra grande deslocação

Peritos sem palavras: «Alguma solução há-de aparecer»

Não julguem que é o antigo som de sucção

O processo não é ‘novo’, mas a sua dimensão é

Oportunidade ou perigo: as limitações da redução de custos

A ameaça demográfica

Os empregos não estão a regressar

Se não consegues vencê-los, há que bani-los – ou tentar fazê-lo

Dê ou fique com algum

Soma zero ou pior: Índia e Indiana

Esgrimindo com a Internet?

Uma nação de ‘gatos gordos’ e de cabeleireiros?

Aumentando a temperatura

Escondendo a pele do elefante

Tempestade infi ndável

O offshore fechado no armário

A nova nova recuperação económica

A rampa de saída da História
 

CAPÍTULO 2

DO BACKOFFICEÀ BIOTECNOLOGIA

Como o elefante está a jogar para ganhar

Mãos ocultas por todo o lado

Muito mais do que um backoffice

Mostrem-me o dinheiro: em direcção aos serviços fi nanceiros

Da gestão na base do Six Sigma até ao Call Centre

Na vanguarda médica: alguém precisa de uma operação ao coração?

A guerra dos medicamentos: uma nova fronteira para os empregos qualificados

A velocidade da revolução BPO

Espaço em cima e em baixo

Fechando a torneira. Estancando a inundação?

A força do elefante

CAPÍTULO 3

A EMERGÊNCIA DE UM TITÃ NO SOFTWARE

O declínio da América e da Europa é apenas uma questão de tempo

Alguns números: os elefantes também galopam

País recente no sector – de modo nenhum

Os anos 1990: silenciosamente o boom desvela-se

A presença na Índia de multinacionais das TI na década de 1990 – oportunismo ou distracção

As roupas novas do Imperador: a grande recusa em ver o óbvio

1998-2001: O aviso – prepare-se para a próxima vaga

Um novo laboratório Bell em apenas dois anos

Como as empresas indianas estão a jogar uma cartada alta

Muito mais do que o preço, é a qualidade que torna este processo irreversível

Competência e dimensão: as estatísticas vitais do elefante

Grandes negócios vão a público na Índia

Não é apenas uma repercussão, a onda continua

Capitais de risco ao rubro

De ponta a ponta e de cima para baixo

O tamanho importa: o repensar da indústria global de TI

As pequenas empresas também estão a ‘abanar’ o terreno global

As empresas indianas começam a efectuar as suas primeiras aquisições além-fronteiras

Pensar global? Talentos locais juntam-se às equipas indianas

CAPÍTULO 4

DEFINITIVAMENTE CHEIRA A CARIL

Assumindo a paternidade do Pentium

As primeiras ‘mãozinhas’ indianas: Sun, Oracle, Novell

Praticamente metade do Silicon Valley... e continuando a crescer

As porcas, os parafusos e a engrenagem da Internet

Ultrapassando a fronteira da tecnologia: abrindo caminho na finança

A Diáspora de Ouro e o paladar a caril na política

CAPÍTULO 5

O CRESCENTE PESO DO ELEFANTE

Alterando os parâmetros

O futuro das taxas cambiais

inco distritos da Califórnia… ou a quarta maior economia do mundo

TI: mais do que meros exportadores

Entrar na Era Dourada: preparar para o arranque

A estabilidade e os seus congéneres políticos

dia Inc.: novos predadores ‘ganham músculo’

Numa posição de vantagem

A alavanca de modernização de uma classe média composta por 300 milhões...

Adiantada em relação ao previsto: a infra-estrutura ferroviária da Índia

Meio bilião de dólares para infra-estruturas

comodando o elefante

Tangos solitários, não! A Índia joga duro

Índia e China: a escolha centenária da Ásia

A sustentar os «colarinhos brancos» está a globalização da indústria

As empresas do mercado automóvel: em direcção à Europa, aos EUA e mais além

Outras empresas indianas procuram a expansão

Combustível para a ascensão do elefante preocupa a Shell

Um impacto abrangente e dualista

«Onda Azul» dá nova cor ao debate da deslocalização dos «colarinhos brancos»

O elefante prepara-se para a última fronteira tecnológica

Faça você mesmo: a reacção às sanções dos EUA

Pronta para competir por uma parcela no mercado de armamento

Mudança no equilíbrio de poderes

Nada de arrogâncias: dominando as TI para liderar e controlar

ma Índia que também pode dizer que não

Levantar a Ankoora: a dificuldade de prender o elefante

Um elefante em movimento: 2003, o ano da Índia

A aliança estratégica entre a Índia e os EUA: eperança ou inevitabilidade

Aliança ou defesa de interesses próprios?

Agitando os estereótipos: revertendo a grande omissão

CAPÍTULO 6

REGRESSO AO FUTURO – O CONTEXTO INDIANO

Será que 200 anos de História estão a reverter para civilizações com 5.000 anos?

Rumando em direcção ao roubo de patentes e à pilhagem cultural e histórica: lições de um salteador da moda

Sobre números árabes, Universidade de Nalanda, Backus e Panini

Dos confins do inferno ao modelo global: a marca da alta-tecnologia nas vidas em que toca

Por detrás dos debates de Soma-Nula e de Elefantes Brancos

Mais uns «cobres» para o big bangda banda larga

Soluções made in Indiapara o mercado digital mundial

Para além do Terceiro Mundo…

Os novos advogados da globalização: os mil milhões de accionistas indianos

A crescente sucção para baixo

Mais igual que os outros: realizando as contas a desigualdade indiana

 mundo acorda para a nova realidade

O secularismo indiano: um mundo em denegação

A mensagem do milagre…

… O seu desafio e a sua promessa

Uma lição da Índia para o mundo

O imperativo moral de aumentar o bolo

Globalização 2.0

CAPÍTULO 7

DA BOLHA AO ESTOIRO

Identidade: nós e os outros….

... e os que ficam de permeio

Quando é que uma empresa é efectivamente norte-americana?

...ou europeia, se isso for relevante?

Saindo das escuras e demoníacas fábricas britânicas

A questão vai para além das dot-coms e das TI

O preconceito ocidental nos media

Dar e receber: recebendo os dividendos do cheque pós-datado

O céu é o limite? Não, mas…

Salários e custos: mistério ou contabilidade criativa?

Qual perspectiva: Índia barata ou Ocidente caro?

Exploração e paridade de poder de compra

Consequências económicas da deslocalização

A geopolítica da deslocalização

Viver e nivelar – quem paga o preço?

CAPÍTULO 8

PREPARANDO A NOVA ERA DA GLOBALIZAÇÃO

Trabalhadores das TI

Governos Ocidentais  

APÊNDICES

Apêndice 1 – Mapa da Índia

Apêndice 2 – Radiografia da Índia

Apêndice 3 – Sítios na web úteis (em língua inglesa)

Autor

Ashutosh Sheshabalayaa, 47 anos (nascido em 1959), está radicado no coração da União Europeia desde os anos 1980. Começou a sua carreira como correspondente da agência de notícias indiana Press Trust of India para a Comunidade Europeia, em 1982-1985, e casou com uma belga. Com base nesse posicionamento estratégico em Bruxelas, foi consultor da Missão Japonesa na CEE nos anos 1980. Foi, ainda, analista da Frost & Sullivan e chegou mesmo a ser consultor sénior na Price Waterhouse entre 1988 e 1991. Entre 1991 e 1994, dirigiu o Departamento de Comunicações da Federação da Indústria Farmacêutica Europeia. Em 1999, desempenhou um papel no lóbi junto do Parlamento Europeu para inclusão de três emendas na cooperação tecnológica com a Índia ao abrigo da Parceria União Europeia-Índia. Criou, entretanto, a Allilon, uma start-up especializada em consultoria em Tecnologias de Informação, e actualmente dedica-se à consultora Índia Advisory (www.india-advisory.com).

Tosh (diminutivo) ficou conhecido internacionalmente aquando de um volumoso relatório (243 páginas) premonitório sobre a emergência da Índia do software, publicado em 1997, em Nova Iorque. O que o levou a publicar, nos EUA, uma série de relatórios sobre a nova potência emergente, alguns anos antes da Goldman Sachs ter falado dos «BRIC» e catapultado a Índia, bem como a China, Rússia e Brasil, para o foco do interesse dos políticos e dos media. Continua a colaborar, nos EUA, em matérias de geopolítica com o think tank Globalist e com o Center for the Study of Globalization da Universidade de Yale.

Em 2004, publicou a sua obra de fundo sobre a Índia – Rising Elephant – na editora norte-americana Common Courage Press, que depois seria reimpresso na Índia, pela Macmillan, em 2005, e agora publicado na Europa, numa adaptação em português pelo Centro Atlântico.

Tosh licenciou-se em economia e política pela Universidade de Berhampur (no Estado de Orissa) e estudou no Birla Institute of Technology and Science. Chegou a entrar na Brandeis University nos Estados Unidos, mas decidiu-se por uma carreira de jornalismo e veio para Bruxelas. A família Sheshabalaya é conhecida na Índia por ter um escol de quadros superiores da administração pública, ministros, governantes, diplomatas, juízes, académicos e artistas. Os pais foram vice-reitores de universidades

  Comentários

Despertar do Elefante
O livro 'Made in Índia', de Ashutosh Sheshabalaya, é uma verdadeira  enciclopédia das deslocalizações e dos investimentos estrangeiros  canalizados para a Índia nos últimos três anos. Logo na introdução, o autor passa em revista os "8 mitos relacionados com o despertar do elefante", contrapondo os factos que estão na origem das deslocalizações e da sangria de postos de trabalho no Ocidente, e profetizando uma Índia grande e poderosa para o século XXI. A par da China, naturalmente, a potência que não convém esquecer: "a China e a Índia rivalizarão entre si para destronar a América".

Expresso, 18 de Novembro de 2006

O autor lembra que, mais do que qualquer outro país, a Índia está a usar as capacidades e competências dos seus trabalhadores para entrar na liga das nações tecnologicamente avançadas, em vez do trabalho barato ou os recursos naturais, o que faz com que qualquer empresa de alta tecnologia, desde a Intel à Google, esteja a caminho do país em busca de inovadores.
A revolução do conhecimento está também a influenciar a classe média, que terá nesta altura um número estimado em 300 milhões.

O Jornal Económico (OJE), 5 de Dezembro de 2006

 

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